Este artigo apresenta alguns resultados de um levantamento recente de estudos e dados internacionais sobre a violência contra a mulher, bem como sobre as conseqüências para a saúde destas formas de violência, onde o agressor é, mais freqüentemente, um conhecido íntimo. Na segunda parte desenvolvem-se alguns argumentos sobre as raízes desta violência, abordando questões acerca da construção social da identidade de gênero, das relações de gênero e da sexualidade na tradição dualista, que separa mente e corpo, enfatiza os elementos biológicos na sexualidade, e define homens e mulheres como seres radicalmente diferentes. Conclui-se que as críticas à visão dualista constróem, atualmente, uma visão mais integral da sexualidade e dos seres humanos.
This article discusses some of the results of a recent review of international studies and data on violence against women, and on the health consequences of these forms of violence, in which the perpetrator is normally an intimate male partner. The second part of the article develops questions related to the roots of such violence, including the social construction of gender identity, gender relations, and sexuality, within the dualist tradition which separates mind and body, emphasizes biological elements in sexuality, and defines men and women as radically different. In conclusion, it is argued that current criticisms of the dualistic vision are constructing a new, more integrated vision of both sexuality and human beings.