摘要:A convivência com o HIV/AIDS depois dos 50 anos se caracteriza por vicissitudes que geram preconceitos e sofrimento psíquico na vida afetivo-sexual, bem como demanda um esforço contínuo para a manutenção do tratamento. Este estudo teve como objetivo analisar a vulnerabilidade e convivência com o HIV/AIDS em pessoas acima de 50 anos. Participaram 10 pessoas soropositivas ao vírus, sendo 6 homens e 4 mulheres, com idades variando de 51 a 72 anos, atendidas em um hospital de referência no tratamento dessa patologia na cidade de João Pessoa-PB, Brasil. O tempo de diagnóstico variou de 1 a 14 anos. Como instrumento, utilizou-se um questionário biodemográfico e clínico, além de uma entrevista. Os dados do questionário passaram por uma análise descritiva, enquanto para o conteúdo emergente das entrevistas, utilizou-se a análise categorial temática. A partir da análise dos relatos dos participantes, emergiram nove categorias: contágio, diagnóstico, percepção da AIDS, AIDS na velhice, enfrentamento, suporte, preconceito, trabalho e perspectivas. Verificou-se que a vulnerabilidade ao HIV/AIDS está vinculada a distintos tipos de vulnerabilidades anteriores ao diagnóstico, principalmente quando se considera as questões de gênero e de acesso aos bens materiais e simbólicos. Embora a terapêutica atual tenha prolongado a vida das pessoas com diagnóstico HIV+ e melhorado a vivência da sexualidade nessa fase da vida, observa-se, para esses participantes, que a AIDS continua sendo associada à morte e a situações de preconceito, bem como impondo limitações para a vivência de relacionamentos íntimos. Se, por um lado, os resultados sinalizam a urgência de estratégias de prevenção específicas para essa categoria social, por outro, demonstram a dimensão ontológica da sexualidade enquanto atributo humano que não se restringe ao tempo e à idade, constituindo-se no decorrer da trajetória existencial.
其他摘要:Life with HIV/AIDS for 50-years old patients is caracterized by vicissitudes that bring prejudice and psychological suffering to their sexual-affective life. Additionally, it demands an ongoing effort to keep the treatment. This study analyses the vulnerability and experiences of living with HIV/AIDS in people over 50-years old. Ten individuals – 6 men and 4 women - between 51 and 72 years old – who are seropositive to HIV/AIDS participated in this study. They receive care in a specialized hospital for treating this pathology in the city of João Pessoa, Brazil. Their diagnostic time varied from 1 to 14 years. Bio-demographic and clinic questionnaires were used as instruments, as well as interviews. The questionnaire data were submitted to a descriptive analysis. A Thematic Categorical Analysis was used for the emergent content of the interviews. Nine categories emerged from participants’ discourse: Contagion, Diagnostic, Perception of AIDS, AIDS in old age, Coping, Support, Prejudice, Work, and Perspectives. The vulnerability to HIV/AIDS is linked to different types of vulnerabilities prior to diagnostic, mainly when gender aspects and access to symbolic and material resources are considered. Despite the fact that current health care has prolonged the life expectancy of people with HIV+ and improved their sexual life during this period of life, these participants still associate AIDS with death and prejudice experiences, as well as with limitations to experience intimate relationships. On one hand, these results point to specific preventive strategies to this social category. On the other, they demonstrate the ontological dimension of sexuality, especially as a human attribute that is not limited to time and age, but is constituted during the existential trajectory.
关键词:Vulnerabilidade; Convivência; HIV/AIDS; Maturidade; Velhice;Vulnerability; Living; HIV/AIDS; Maturity; Old age;La vulnerabilidad; La convivencia; El VIH/SIDA; La madurez; La vejez;La vulnérabilité; La vie; Le VIH/SIDA; Maturité; Vieillesse