摘要:O objetivo deste artigo é dar consistência a uma perspectiva que parte do movimento corporal – especialmente através da dança contemporânea – como modo de potencialização na produção das subjetividades contemporâneas. Busca-se refletir sobre a hipostasia do corpo atualmente, recluído em uma imagética espetacular, na tentativa de compor uma crítica e analisar/construir linhas-de-fuga. Isso é feito por meio de uma diferenciação entre as relações dos regimes de subjetivação e diferentes corporeidades, distinguindo a produção via imagética espetacular; e via movimento e devir. Discute-se, nesta esteira o conceito de corpo-sem-órgãos, originário do pensamento de Antonin Artaud, e reinterpretado por Gilles Deleuze e Félix Guttari, testando sua potência para se pensar o movimento dançado, acaba-se por optar por outra ferramenta conceitual mais apropriada à especificidade do corpo-em-dança, qual seja, o conceito de corporar .